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"Foi a prova mais difícil da minha carreira": Caio Bonfim é bronze no Mundial de Marcha Atlética por Equipes em Brasília

Em casa, medalhista olímpico e campeão mundial vibra com festa da torcida e fala sobre pressão

Por Comitê Olímpico do Brasil

12 de abr, 2026 às 14:00 | 3 minutos de leitura

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Caio Bonfim realizou um sonho neste domingo (12): competiu um Mundial de Marcha Atlética em casa. E subiu no pódio. Natural de Sobradinho, região do Distrito Federal, o medalhista olímpico terminou a prova da meia-maratona na terceira colocação, garantindo a medalha de bronze individual em Brasília. Caio percorreu os 21,097km em 1h27min36s, atrás apenas do italiano Francesco Fortunato (1h27min36s) e do etíope Misgana Wakuma (1h27min33s).

Apontado como um dos grandes motivos pelos quais o Mundial foi realizado no Brasil - o primeiro da história no Hemisfério Sul - o marchador carregava a responsabilidade de competir em casa. Dono de uma medalha de prata olímpica, dois bronzes e um título mundial, Caio elegeu este como o maior desafio de sua vida.

“Aqui é Brasil. Estou muito feliz de levar essas cores e representar Brasília, para mim, é um sonho. Foi a prova mais difícil da minha carreira por causa desse lado emocional. Teve uma certa hora que era um peso já que eu queria tirar. Hoje vou deitar na cama uns 15 quilos mais leve", afirma o medalhista, elogiando a presença da torcida. “Que festa linda, eu acho que o mundo nunca viu isso em Mundial de Marcha. Ver isso aqui… que dia lindo, cara! Quando eu vi todo mundo gritando… São 21 quilômetros e a galera gritando. Vai ter gente muito rouca aí. Nesse sol de Brasília, torcendo pelo menino das pernas tortas lá de Sobradinho".

O menino, que começou a praticar a marcha atlética aos 16 anos, sofria preconceito quando treinava nas ruas da cidade e conta que sonhava com o crescimento da modalidade no país. Perguntado se este domingo marca um novo patamar em sua história, Caio responde:

“Marca. Porque na Rio 2016 deu uma despertada, quando passei pela zona mista e reclamei que, dos 9 anos de carreira que eu tinha, não tinha um dia que eu não fosse xingado. Aí eu volto pra Brasília e brinco que agora até o som da buzina mudou. Antigamente era uma buzina com um xingamento, virou um ‘vamo lá, campeão’. Até esse dia. Hoje. Ver essa galera em Brasília é um sonho realizado. Eu sempre falei que essa é a medalha que eu tenho que não está nas prateleiras: poder marchar tranquilo nas ruas”.

Antes da medalha de Caio Bonfim, a equipe feminina fez história no Mundial. Com Viviane Lyra, Gabriela de Sousa e Mayara Luize Vicentainer, o Brasil garantiu o bronze na maratona, resultado que marca o melhor desempenho do país na competição.

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