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Caçula do Time Brasil brilha e ginástica artística encerra participação no Panamá 2026 com dez medalhas

Ana Paula Delgado, de 13 anos, conquista prata na trave e finaliza participação positiva da seleção brasileira nos Jogos Sul-americanos da Juventude

Por Comitê Olímpico do Brasil

18 de abr, 2026 às 23:45 | 4 min de leitura

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Ana Paula Delgado, caçula do Time Brasil no Panamá 2026. Foto: Terni Castro/COB

A ginástica artística brasileira encerrou sua participação nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026 com 10 medalhas, sendo 2 ouros, 4 pratas e 4 bronzes. Uma dessas conquistas chamou mais a atenção neste sábado, 18, último dia de disputas da modalidade: a caçula do Time Brasil nestes Jogos, Ana Paula Delgado, de apenas 13 anos, garantiu a sua medalha individual com uma prata na trave bastante celebrada.

 

“A experiência foi maravilhosa. Tive alguns erros durante a competição, mas no geral fui bem. Fiquei nervosa, mas a trave é meu melhor aparelho e eu pensei ‘sair daqui sem uma medalha individual fica complicado, né?!’ (risos). Saio satisfeita com o ouro por equipes e a prata na trave”, comentou a carismática Ana Paula após o ótimo desempenho no aparelho - nota de 12.800 - que lhe assegurou o segundo lugar. 

 

A jovem é natural do Rio de Janeiro e foi descoberta por uma referência da ginástica nacional: Georgette Vidor, treinadora que pavimentou a estrada para grandes nomes da modalidade, como Daniele e Diego Hypólito. Na ginástica desde os 5 anos de idade, Ana Paula é um talento que vem sendo lapidado, como explica o técnico da seleção brasileira no Panamá e também treinador dela no Rio, Walmy Junior.

 

“A Ana tem um potencial muito grande na ginástica. Passamos internamente por vários processos de treinamento, didáticos, de amadurecimento. Acho que dentro da trajetória dela essa competição foi muito importante, saímos com saldo positivo. Ficamos muito felizes com essa medalha na trave. Ela é muito jovem e tem muito ainda pela frente”, pontuou Walmy. 

 

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Ana Paula Delgado em ação na trave. Foto: Gabriel Correia/COB

 

A atleta mais jovem do Time Brasil também é “cria” dos Jogos da Juventude do COB e no passado em Brasília conquistou o ouro nas barras assimétricas. Ela celebrou o fato de reencontrar colegas que passaram pelos Jogos da Juventude nesta edição do Sul-americano no Panamá.

 

“Reencontrei o pessoal dos Jogos da Juventude por aqui, isso foi muito legal. Também pude fazer amizade com atletas de outras modalidades, como o tiro com arco, e troquei pin de todos os países. Aproveitei bastante”, comemorou, ressaltando que a experiência no Panamá a projeta para sonhos maiores, como os Jogos Olímpicos. 

 

“Meu sonho é o de todo atleta, o de chegar nas Olimpíadas. Vou treinar bastante, ajustar os erros e seguir evoluindo para atingir isso”, completou. 

 

Dez medalhas, sendo oito individuais, e saldo positivo

 

Depois de terem conquistado os ouros por equipes no masculino e no feminino, os ginastas brasileiros voltaram à arena do ginásio Roberto Duràn para as finais por aparelhos neste sábado, 18, e faturaram mais 8 medalhas, 4 de prata e 4 de bronze. O resultado foi comemorado pela chefe de equipe da ginástica artística do Time Brasil no Panamá, Adriana Alves.

 

“Com certeza nosso saldo é positivo. Viemos com uma equipe jovem, muitos deles sem ter participado ainda de uma missão do COB. São atletas que estão ganhando experiência e conseguiram apresentar aqui séries limpas, com qualidade de execução boa. Foi uma competição difícil, com quatro dias seguidos, e eles conseguiram se manter bem e conquistaram muitas medalhas. É uma geração que promete e com certeza vai nos trazer bons resultados no futuro”, ressaltou Adriana. 

 

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Delegação da ginástica artística comemora as 10 medalhas no Panamá. Foto: Léo Barrilari/COB

 

A primeira medalha individual veio com Yasmin Mota, no salto, na primeira rodada de finais, pela manhã. Em uma apresentação segura, a jovem de 14 anos conquistou a média de 12.750 (saltos de 12.900 e 12.600) para garantir a prata. Na sequência veio a dobradinha no pódio com prata e bronze nas argolas para Matheus Rodrigues, 16 anos, e Diogo Augusto Sousa, 16 anos. Eles obtiveram 11.534 e 11.400, respectivamente. Para encerrar a primeira rodada de finais da manhã, Sophia Carvalho, 14 anos, fez uma boa apresentação nas barras assimétricas, anotou 11.550, e assegurou o bronze.

 

Na parte da noite, Tiago Capella, 17 anos, abriu os trabalhos com a medalha de bronze no salto (média de 12.934 das notas 12.967 e 12.900).  Em seguida, o próprio Tiago se juntou a Rafael Passos, 16 anos, para mais uma dobradinha brasileira: Rafael foi prata (12.300) e Tiago bronze (11.934) nas barras paralelas. Ao mesmo tempo, a caçula Ana Paula Delgado brilhava na trave para conquistar a prata com a nota de 12.800 e fechar a conta das medalhas brasileiras nestes Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026. 

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