COB homenageou Oscar Schmidt em vida, celebrando seu legado para o esporte olímpico brasileiro
Lenda do basquete brasileiro recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva do Comitê Olímpico do Brasil, em 2019, e foi eternizado no Hall da Fama da entidade em cerimônia recente, no Rio de Janeiro

Oscar Schmidt, recordista de pontos em Jogos Olímpicos e símbolo de uma geração do basquete, o “Mão Santa” teve, ainda em vida, seu legado celebrado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) em homenagens que o colocaram no centro da memória olímpica do país.
Entre os reconhecimentos, o COB concedeu a Oscar, em 2019, o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, uma das principais homenagens do Prêmio Brasil Olímpico. A honraria, criada em 2001, busca destacar atletas e ex-atletas alinhados a valores associados ao bicampeão olímpico do salto triplo, como ética, eficiência técnica e física, esportividade, respeito ao próximo e espírito coletivo.
A entrega do troféu ocorreu em 10 de dezembro, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. Ao receber o prêmio, o ex-jogador fez um discurso emocionado em que relembrou grandes momentos de sua carreira: “Uma honraria incrível, nem acredito que isso está acontecendo comigo. Fazer parte desse grupo de grandes atletas, grandes personagens do esporte, já me faz muito feliz. Quem diria que eu ia chegar nesse ponto? Só tenho a agradecer ao COB e a todos que me indicaram a esse prêmio. Muito obrigado”, disse Oscar que, com 49.737 pontos, é um dos maiores pontuadores da história do basquete mundial.
Oscar disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos (de 1980 a 1996) e é apontado como o maior cestinha da história do basquete olímpico, com 1.093 pontos — marca que ajudou a consolidar sua imagem como referência mundial, mesmo sem ter atuado na NBA, opção que ele costumava associar ao desejo de seguir defendendo a seleção.
Já em 2026, Oscar voltou a ser celebrado pelo COB ao ser eternizado no Hall da Fama da entidade, em cerimônia no Copacabana Palace, no Rio. Sem poder comparecer, ele foi representado pelo filho, Felipe Schmidt, que ressaltou o vínculo do pai com o basquete e com o movimento olímpico. “A gente está honradíssimo de estar aqui nesse momento, porque a gente sabe de tudo o que o meu pai se dedicou ao basquete, principalmente a seleção brasileira e ao COB, porque uma das suas maiores felicidades era defender o Brasil nas Olimpíadas. Estar aqui para receber essa homenagem é o último capítulo de uma carreira cheia de vitórias”, concluiu Felipe.












