Do imposto ao impacto: Juraci Moreira e Fundação Vale mostram alcance da Lei de Incentivo ao Esporte
Debate na COB Expo 2026 destaca como empresas e projetos esportivos transformam recursos de impostos em oportunidades

Foto: Leo Barrilari/COB
A Lei de Incentivo ao Esporte transformou a relação entre empresas, poder público e esporte no Brasil. Ao permitir que parte do imposto devido fosse direcionada a projetos esportivos previamente aprovados, a política pública fez com que iniciativas passassem a gerar impacto direto no país inteiro.
Durante a COB Expo 2026, o assunto recebeu a devida importância e suscitou o debate: o que leva empresas a escolherem projetos incentivados para patrocinar? Entre os diversos motivos estão educação, diversidade e inclusão social.
“Além de dados quantitativos, o nosso maior valor associado do esporte é o qualitativo. Conhecer os tantos impactos decorrentes do esporte e o que ele é capaz de oferecer em termos de formação”, disse Fernanda Fingerl, gerente de inovação social da Fundação Vale, uma das maiores investidoras por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, com R$ 560 milhões nos últimos três anos.
Nesse sentido, um dos projetos incentivados mais bem-sucedidos do país é o “Formando Campeões”, do triatleta Juraci Moreira, que abriu seu primeiro núcleo em 2015, com apenas 30 jovens em Curitiba (PR), e conta atualmente com 43 unidades e 2.500 beneficiados.
“O triathlon sempre foi um esporte muito elitizado, então, após três Jogos Olímpicos, tive como sonho espalhar a modalidade pelo Brasil inteiro. O objetivo passou a ser levar a modalidade para crianças de todas as idades e condições”, explicou Juraci, que disputou as edições de Sydney 2000 a Pequim 2008.
Em 2025, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) atuou diretamente no projeto de lei que tornou definitiva a Lei de Incentivo ao Esporte, tornando-se uma política pública permanente. A dedução do imposto de renda para empresas passará de 2% para 3% a partir de 2028.












