Quando Brasil e Cuba pararam o vôlei: Virna e Mireya revivem rivalidade histórica durante a COB Expo
Lendas do esporte se reencontram, e brasileira destaca a importância dos confrontos para a evolução das duas seleções

Foto: Wander Roberto/COB
Duas protagonistas de uma das maiores rivalidades do vôlei feminino mundial se reencontraram nesta quinta-feira, 1, na COB Expo 2026. Virna e Mireya Luis revisitaram os históricos confrontos entre Brasil e Cuba nos anos 1990, quando a seleção caribenha era a grande potência da modalidade, e as brasileiras buscavam se aproximar das melhores equipes do planeta.
“Cuba era a melhor equipe do mundo, e nós começamos a fazer frente. Tínhamos um time muito aguerrido, e a rivalidade começou naturalmente”, lembrou Virna, medalhista olímpica de bronze em Atlanta 1996 e Sydney 2000.
Do outro lado da rede, Mireya, tricampeã olímpica com Cuba, destacou que a rivalidade também foi construída pela vontade de cada seleção superar a outra.
“Não era uma rivalidade pensada, era uma rivalidade pelas sensações, pelos objetivos que queríamos alcançar. Fazíamos de tudo para vencê-las”, afirmou a cubana.
O bate-papo entre as duas lendas do vôlei teve a companhia da bicampeã olímpica Fabi Alvim e do jornalista Marcelo Barreto, que gravaram na COB Expo uma edição do programa Hello LA, do SporTV. A iniciativa já faz parte da parceria firmada entre a Time Brasil TV e a Globo, anunciada na abertura do evento, que visa fortalecer a cobertura do esporte olímpico no país.
A rivalidade entre as seleções produziu grandes jogos, mas também deixou um legado para as duas escolas do vôlei. Para Virna, enfrentar Cuba foi fundamental para a transformação do Brasil, especialmente na preparação física.
“Perdemos algumas vezes para elas e foi através dos intercâmbios e das muitas idas a Cuba que revolucionamos nossa parte física. Elas foram referências para o nosso vôlei”, destacou Virna, que ainda fez questão de colocar Mireya no topo do ranking de melhores atletas da história.
“Mireya é o Pelé do vôlei mundial. Quem conseguisse bloquear a Mireya merecia ganhar um prêmio, porque ela saltava muito”, brincou.
Três décadas depois do confronto histórico entre Brasil e Cuba nos Jogos Olímpicos de Atlanta, Virna e Mireya puderam olhar para aquela disputa com a perspectiva de quem esteve dos dois lados da rede — e reconhecer que a rivalidade ajudou a transformar o voleibol feminino mundial.












