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Milão-Cortina

Alice Padilha recoloca o Brasil no esqui alpino feminino Olímpico após 12 anos

Com apenas 18 anos, atleta vai competir no slalom nesta quarta-feira, 18, às 6h, horário de Brasília

Por Comitê Olímpico do Brasil

17 de fev, 2026 às 19:30 | 4 min de leitura

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Foto: Gabriel Heusi/COB

A carioca Alice Padilha vive um momento especial para o esporte brasileiro. Aos 18 anos, a atleta especialista no slalom vai representar o Brasil no esqui alpino feminino em Jogos Olímpicos de Inverno após 12 anos. Alice estreia nesta quarta-feira, 18, nas pistas de Cortina d’Ampezzo, às 6h, horário de Brasília.

 

“Quando soube que tinha conseguido a vaga, foi uma emoção enorme. Reabrir uma vaga para o Brasil no esqui alpino feminino depois de 12 anos e ser uma das atletas mais jovens dos Jogos já é, para mim, uma grande conquista, é como se fosse uma medalha”, conta.  

 

Após a participação nos Jogos Olímpicos da Juventude de Gangwon 2024, Alice manteve uma rotina intensa de treinos e competições internacionais em busca do índice olímpico. “O processo classificatório foi longo e muito exigente. Continuei trabalhando muito para melhorar meus resultados e baixar minha pontuação internacional até alcançar o índice olímpico no slalom”, explica.

 

A maior dificuldade foi manter a consistência ao longo das temporadas, conciliando treinos intensos, competições, mudanças de país e uma rotina muito puxada”, concluiu.

 

Alice é uma das atletas mais jovens dos Jogos e representa a nova geração do Time Brasil em Milão-Cortina. A carioca que hoje mora na Áustria ressaltou a importância do apoio familiar nas escolhas que precisou fazer para seguir no esporte de alto rendimento. “Eles sempre acreditaram no nosso sonho e mudaram até de país para que eu pudesse continuar me desenvolvendo no esporte”, conta. Os irmãos também foram fundamentais, especialmente o irmão gêmeo, Arthur, companheiro constante de treinos e competições, como nos Jogos da Juventude de 2024, em que competiram juntos.  

 

No aspecto esportivo, Alice dividiu ainda a atenção e acompanhamento que recebeu dos treinadores e da Confederação ao longo da carreira e principalmente no período mais recente de treinos na Áustria.  

 

"Meus treinadores foram essenciais para a minha evolução técnica e mental, especialmente neste período mais recente na Áustria. Além disso, o apoio da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) foi determinante durante todo o processo de classificação, oferecendo estrutura e suporte para que eu pudesse competir em alto nível”, disse.  

 

Prestes a estrear nos seus primeiros Jogos Olímpicos de Inverno, Alice ressalta que a experiência nos Jogos Olímpicos da Juventude foi um divisor de águas em sua formação. “Competir em um evento olímpico me ensinou muito sobre pressão, responsabilidade e preparação”, diz. Segundo ela, a vivência internacional e o contato com atletas de alto nível contribuíram para seu amadurecimento. “Isso me deixou mais preparada para lidar com tudo o que vem agora nos Jogos Olímpicos de Inverno”, disse Alice.

 

Parte da seleção brasileira de esqui alpino desde os 16 anos, Alice busca equilibrar ansiedade e motivação para encarar as pistas de Cortina d’Ampezzo. “É um sonho muito grande e um momento único na minha vida, mas tento transformar a ansiedade em motivação”, afirma.  

 

“Quero aproveitar essa experiência ao máximo, competir bem, aprender muito e representar o Brasil com orgulho”, finalizou.

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