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Duda Bordignon é ouro, Bala Loka, prata, e Brasil tem casal top no BMX em Santa Fé 2026

Estreando em Jogos Sul-Americanos, paranaense fica no topo da disputa feminina e agradece ao namorado, parceiro de treinamentos em Maringá e com quem 'dividiu pódio' na final do BMX Freestyle

Por Comitê Olímpico do Brasil

15 de set, 2026 às 20:55 | 4 minutos de leitura

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Duda Bordignon e Gustavo Balaloka comemoram as medalhas vencidas na competição Foto: Alexandre Loureiro /COB. IG: alexandreloureiroimagens

Eduarda Bordignon e Gustavo Bala Loka já são há alguns anos os maiores nomes do ciclismo BMX do Brasil. Nesta terça-feira (15), eles mostraram mais uma vez que não há limites para o potencial deles, algo bem ilustrado pelas alturas inacreditáveis que alcançam em voos radicais com suas bicicletas. Finalista olímpico em Paris 2024, Gustavo Oliveira, o ‘Bala Loka’, fez uma de suas melhores apresentações na final dos Jogos Sul-americanos e conquistou a prata. Já Eduarda Bordignon, também conhecida como ‘Duda Penso’, sai de Santa Fé 2026 com a medalha de ouro.

 

E não foi qualquer conquista. Afinal, a final do BMX freestyle feminino nos Jogos Sul-americanos foi de bom nível técnico. Com os 78 exatos alcançados na primeira volta, Duda Bordignon superou uma concorrência que envolvia duas atletas muito experientes. A chilena Macarena Pérez Grasset, vice-campeã mundial em 2019 e duas vezes finalista olímpica, ficou com a prata, ao receber 75 na segunda volta. A colombiana Liz Villegas, quinta colocada no mundial de 2019, e irmã gêmea de Queen Villegas, fez duas voltas ótimas, mas não conseguiu ultrapassar a brasileira, levando o bronze com 73,67.

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“Acho que nada pode explicar o sentimento de estar aqui. Fazia muito tempo que eu queria trazer essa medalha. Estou realizada, feliz de ter conseguido entregar tudo que eu tinha planejado na pista e começar esse ciclo com pé direito. Que seja a primeira de muitas”, celebrou. Ela ainda fez questão de agradecer ao companheiro de vida e de treinos, Gustavo, e o treinador Paulo Saçaki, apontando o espírito de equipe como o grande diferencial.

 

Gustavo Bala Loka foi o primeiro nome da nova geração do ciclismo bmx brasileiro a conquistar o mundo. Eduarda Bordignon, sua namorada e parceira de treinos, está agora se habituando também a disputar provas com as melhores do mundo. Cada vez mais acostumada a disputar finais no circuito mundial, Duda estreou em Jogos Sul-americanos da melhor maneira possível. E sabe que não é o seu limite e há muito espaço para crescer. O objetivo é permanecer na elite do BMX mundial e a primeira vaga olímpica já está nos horizontes. “Na segunda volta, já sabia que tinha vencido, desci felizona e fiz uma manobra que eu ainda não tinha feito em competição e já tinha combinado com o Paulinho”, revelou.

 

“Todo o nosso trabalho em conjunto fez a diferença. Estamos muito focados em entregar voltas sólidas, com boas manobras do início ao fim, que é a parte mais difícil do BMX. De fora, um minuto parece pouco, mas na real quando você está dentro da pista, um minuto é uma eternidade. Isso é o mais desafiador e estamos treinando muito desde o ano passado, especialmente agora morando em Maringá, junto com o Paulinho”, explicou a atleta de 26 anos.

 

O calendário internacional está apertado, mas Duda e Bala Loka vão poder descansar alguns dias , antes de voltar aos treinos. A próxima competição no horizonte é a Copa do Mundo de BMX em Xangai, entre 16 e 19 de outubro. “Depois ainda tem Arábia Saudita, Japão, pan-americano no Chile. Calendário lotado até o fim do ano. Agora é ir para casa, tirar uns dias merecidos de descanso, voltar para os treinos com tudo e partir para a Ásia com tudo antes desse último tirão de 2026, que se Deus quiser vai ser muito abençoado também”, completou.

 

Sensação especial ao ‘dividir pódio’ com Bala Loka

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Duda Bordignon e Gustavo Bala Loka na cerimonia dde pódio. Foto: Alexandre Loureiro/COB. IG: alexandreloureiroimagens

No masculino, Gustavo Bala Loka fez uma primeira volta sensacional e parecia ter garantido o título, ao receber 94,67. Porém, o colombiano Luis Rincon impressionou ainda mais os juízes e conquistou 96 na segunda volta, terminando com o ouro na cidade de Rafaela. O argentino Manuel Turone ficou com o bronze, com 91,33. Tudo isso sob os olhos atentos de Maligno Torres, campeão olímpico em Paris 2024 e que precisou desfalcar dos Jogos Sul-americanos em casa por estar se recuperando de uma lesão.

 

Bala Loka até tentou buscar uma nota que lhe desse o ouro, mas quando não encaixou o início da manobra de maneira perfeita, preferiu não se arriscar e ficou feliz com a prata. O atleta de 23 anos lembrou que a corrida olímpica do BMX começa no Campeonato Mundial em Riad, Arábia Saudita, entre 3 e 7 de novembro, onde as primeiras vagas para Los Angeles 2028 serão distribuídas aos países. A cautela, portanto, falou mais alto. “Eu estava com visão de ouro, mas infelizmente a manobra não saiu como deveria sair e infelizmente fiquei com a prata. Achei melhor me manter seguro e partir para o Mundial da melhor maneira possível”, contou.

 

No final do dia, o casal pôde enfim comemorar ter subido ‘juntos’ ao pódio. “É muito especial. A gente vive isso todos os dias juntos, na pista, em casa. Um ajudando o outro. Então acho que a conquista dele é a minha, a minha é a dele. Estou muito feliz de ter o Gu no pódio junto comigo e levar as minhas medalhas para casa”. Gustavo também se mostrou mais emocionado com o ouro dela do que com o próprio resultado. “Estou muito orgulhoso dela, do quanto ela trabalha, treina, se dedica e se doa pela bike. Com certeza foi uma das melhores voltas que ela já fez e estou muito feliz por estarmos no pódio juntos, muito orgulhoso de nós dois”.

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