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Milão-Cortina

Esqui alpino se despede de Milão-Cortina 2026 com desempenho histórico

Liderado por Lucas Pinheiro Braathen, Brasil encerra participação com ouro olímpico; Giovanni Ongaro conquistou o melhor resultado brasileiro no slalom, 27º lugar

Por Comitê Olímpico do Brasil

16 de fev, 2026 às 11:30 | 4 min de leitura

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Giovanni Ongaro em ação no slalom em Milão-Cortina 2026. Foto: Rafael Bello/COB

O Brasil encerrou a sua participação no esqui alpino dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com um desempenho histórico. Nesta segunda-feira, 16, o campeão olímpico Lucas Pinheiro Braathen, Christian Oliveira Soevik e Giovanni Ongaro defenderam o país na disputa do slalom em Bormio, sede da competição de esqui alpino. Lucas e Christian não conseguiram finalizar suas descidas, mas Giovanni garantiu a melhor colocação do país nesta prova, com o 27º lugar obtido na Itália.

 

A delegação brasileira, portanto, despede-se dos Jogos com motivos para comemorar. Além do ouro de Lucas, Giovanni Ongaro atingiu um resultado inédito para o país na disciplina do slalom entre homens e mulheres. Ele superou o 39º lugar de Maya Harrison em Sochi 2014 e o 48º lugar de Hans Egger em Albertville 1992. 

 

“Estou muito feliz por esse resultado. É muito ‘louco’ para mim estar aqui nesse grande evento representando o Brasil. Não fiquei tão feliz pela primeira descida, porque não consegui esquiar muito veloz. Mas a segunda descida foi boa e fiquei feliz por ela. Agora vou celebrar com minha família e os fãs brasileiros e italianos’, comemorou Giovanni, que é filho de mãe brasileira e pai italiano e já planejou as próximas etapas da carreira após Milão-Cortina 2026.

 

“Vou descansar bastante por alguns dias, porque é muito difícil esquiar em alto nível. Depois desse descanso, vou treinar mais e participar de competições na Europa para conquistar pontos (FIS) e competir na Copa do Mundo”, explicou. 

 

No caso de Lucas Pinheiro Braathen, campeão olímpico do slalom gigante, o momento ainda é o de repercutir os feitos históricos do Brasil nestes Jogos Olímpicos. A repercussão da medalha de ouro pouco a pouco vem tomando conta do dia a dia do esquiador, principal nome brasileiro na modalidade.

 

“Como eu estava dizendo depois do ouro, eu e o Brasil não estávamos aqui nos Jogos Olímpicos de Inverno só para participar. Estávamos aqui para fazer a diferença, trazer nossas cores, outra mentalidade, outra cultura e celebrar essa diversidade do Brasil e do esporte. Acho que esse ouro representa a força que existe nessa diversidade, algo que eu quero trazer ainda mais para o esporte”, comentou Lucas logo após a prova desta segunda-feira.

 

“Vejo que a gente tem vários atletas brasileiros que provavelmente vão crescendo a cada ano, isso é algo muito lindo. E tudo isso representa meu propósito na vida, o de fazer a diferença e inspirar outros para terem coragem de seguir seus sonhos”, endossou o primeiro campeão olímpico brasileiro em Jogos de Inverno.

 

A prova do slalom, uma das especialidades de Lucas, foi realizada sob condições climáticas extremas: nevava bastante em Bormio no momento da primeira bateria, o que comprometia consideravelmente a visibilidade da pista e as condições da neve do Centro de Esqui Stelvio. Lucas foi o sexto a descer e vinha com um ótimo desempenho, veloz, até se desequilibrar na metade do percurso e não completar o trajeto. Christian Oliveira Soevik, segundo brasileiro a descer, também se desequilibrou e se despediu da competição. O único representante do país a completar a primeira bateria foi Giovanni Ongaro, que obteve o tempo de 1:04:66 e a 31ª colocação geral. Apenas 44 de 96 atletas conseguiram qualificação no percurso após a primeira descida. 

 

“Esse é o nível mais alto, esse é o esqui alpino. Um esporte muito complexo, com muitos fatores. A gente está competindo com a natureza, com clima, neve, sol, tudo. Acordo todo dia treinando para ficar preparado para tudo. Estava preparado para isso também”, avaliou Lucas Pinheiro Braathen.

 

Na segunda descida, Giovanni foi bem, completou o percurso em 1:02:21 e com o somatório de 2:06:87 subiu posições para terminar a competição na 27ª colocação. O vencedor do slalom foi o suíço Loic Meillard (1:53:61), seguido pelo austríaco Fabio Gstrein (1:53:96) e pelo norueguês Henrik Kristoffersen (1:54:74), medalhas de prata e bronze, respectivamente. 

 

“Feliz por ter terminado a prova num trajeto difícil e por representar o Brasil nestas grandes Olimpíadas em que o Lucas ganhou o ouro. É um pecado que o Lucas tenha saído hoje, mas por outro lado ele conquistou uma medalha histórica para o Brasil. É uma sensação fantástica e inimaginável estar aqui representando o Brasil neste evento gigantesco. Estou muito feliz”, pontuou Giovanni. 

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