Matheus Lima celebra recorde nos Jogos Sul-americanos: “melhor temporada da minha vida”

Brasileiro vence os 400m com barreiras em Santa Fé 2026, destaca evolução em 2026 e já projeta retorno em 2030

Por Comitê Olímpico do Brasil

24 de set, 2026 às 19:54 | 4 minutos de leitura

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Foto: Alexandre Loureiro/COB. IG:alexandreloureiroimagens

Aos 23 anos, Matheus Lima vive a melhor temporada de sua carreira. E ganhou mais um motivo para celebrar nesta quinta-feira, dia 24, em Santa Fé 2026. O brasileiro venceu os 400m com barreiras dos Jogos Sul-Americanos com 48s58, estabelecendo também um novo recorde da competição, que tinha sido feito por ele mesmo durante as eliminatórias. Na final desta quinta-feira, Matheus liderou do início ao fim, mas sofreu pressão do compatriota Guilherme Viana. No fim, dobradinha brasileira com grande vantagem sobre os demais. Além dos 48s58 de Matheus, Guilherme fez 48s73. O argentino Bruno de Genaro completou o pódio, com 49s76.

“Estou muito feliz de estar aqui, representando o Brasil, o Comitê Olímpico do Brasil, minha família e meu treinador. Isso é gratificante demais”, afirmou o atleta após a prova. Matheus contou ainda do que passa pela cabeça dele pouco antes da largada. “Quando eu estou ali no bloco, para poder largar, eu fico pensando: vamos lá, calma, desce rápido da barreira. Confia na tua corrida, que vai dar tudo certo”, explicou o atleta.

Puxado pelo compatriota e recordista mundial, Alison dos Santos, Matheus Lima mostrou em 2026 que é um dos candidatos a romper a barreira dos três maiores atletas de todos os tempos que dominam a prova há seis anos. Além de Piu, os campeões olímpicos Karsten Warholm e Rai Benjamin formam um trio que subiu ao pódio tanto em Tóquio 2020 quanto em Paris 2024, e não mostra sinais de diminuir o ritmo. A solução, portanto, é correr para alcançar os rivais, desafio ao qual Matheus está se dedicando.

 

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Foto: Alexandre Loureiro/COB. IG:alexandreloureiroimagens


Nos Jogos Pan-americanos Santiago 2023, ele foi prata. Nos Jogos Pan-americanos Júnior Assunção 2025, ele estabeleceu o recorde dos Jogos nas eliminatórias e terminou com a prata. Neste ano, o atleta mostrou grande evolução. Ele já correu sete vezes na casa dos 47 segundos, alcançando sua melhor marca na etapa de Silesia da Liga Diamante, quando correu para 47s26. O tempo o coloca em quinto lugar no ranking da temporada, próximo dos 47s10 do alemão Emil Ageyekum. Na lista histórica, ele já ocupa a 18ª posição.

No início de setembro, durante a etapa final da Liga Diamante, Matheus Lima ficou em terceiro, vencendo justamente Ageyekum na casa dos milésimos. Prova de que, hoje em dia, ele é um dos candidatos a furar esse trio que mudou a história dos 400m com barreira. “Para mim, isso é incrível. É gratificante demais. Estamos mostrando que o trabalho está sendo feito, ao lado do treinador”, afirmou.

Sempre aproveitando as oportunidades, Matheus comentou também que conseguiu corrigir um problema típico de sua prova em Santa Fé. “Como vocês podem ter acompanhado, nas últimas provas da Diamond League eu tenho errado muito na sétima barreira. Hoje eu acertei, mas infelizmente errei a décima. Mas faz parte, é barreira. A cada prova a gente está aprendendo mais, pegando ritmo”, completou.

Disputando sua primeira edição dos Jogos Sul-americanos, o cearense correu duas vezes abaixo da antiga marca, estabelecida em Cochabamba 2018. Atual detentor do recorde, Matheus Lima já projeta um retorno em 2030. “Creio que daqui a quatro anos, eu vou quebrar de novo”, completou.

Atletismo fecha dia com dez medalhas

O atletismo brasileiro terminou esta quinta-feira, dia 24, com dez medalhas: dois ouros, quatro pratas e quatro bronzes. O segundo ouro também veio com nova dobradinha, no salto com vara feminino. Juliana Campos foi ouro, com 4m40, enquanto Beatriz Chagas ficou com a prata, com 4.30. O bronze foi para a colombiana Luna Pabon, com 4m25.

 

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Foto: Alexandre Loureiro/COB. IG:alexandreloureiroimagens



“Eu estou muito, muito feliz com o resultado. Sabia que ia ser uma prova desafiadora”, disse Juliana, que também elogiou a participação de Beatriz. “Foi muito legal. Eu estava torcendo por ela porque eu sabia que ia ser a melhor marca da vida dela. No salto com vara, não tem por que torcer contra, uma salta por vez. Eu estava torcendo por ela fazer o melhor da vida e eu pudesse fazer melhor ainda; e foi o que aconteceu”, comemorou.

Ainda pela manhã, Jucilene Lima foi prata, com 54.71, enquanto Daniella Mieko ficou com o bronze, com 54.69. O ouro foi para a colombiana Flor Ruiz, com 62.30. Mayara Leite conquistou o bronze nos 800m rasos femininos. Já na sessão vespertina, Rita de Cássia foi bronze nos 400m com barreiras, com 56s15, melhor tempo da vida. Camille Oliveira terminou em quarto, com 56s29.

Pedro Henrique Nunes foi prata no lançamento de dardo, com 82m40. O campeão foi o paraguaio Lars Flaming, que quebrou o recorde dos Jogos Sul-americanos, com 84m36. Ana Carolina Azevedo foi bronze nos 200m rasos, completando em 23s26.

Não foi o tempo que eu esperava, mas medalhamos. Estou competindo desde fevereiro, fazendo boas competições, recordes sul-americanos. O intuito era terminar o ano medalhando, com o corpo bem para iniciarmos a preparação para o ano que vem”, disse Ana Carolina, que também foi prata nos 100m rasos.

No primeiro dia do heptatlo, Paloma Cardoso terminou como a líder da prova, com 3406, mesma pontuação da venezuelana Mariangelic Rojas. Tamara Alexandrino está em quinto, com 3096.

Lucas Vilas ficou perto do pódio, terminando em quarto lugar nos 200m rasos, com 20s60. Já nos 800m rasos, Guilherme Orenhas terminou em quinto e Eduardo Ribeiro foi oitavo na final. No salto em distância, Alexandro Melo competiu, mas não obteve marca válida. Completando a participação brasileira no atletismo hoje, o revezamento 4x400m misto ficou em quinto lugar.

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