“Um passo de cada vez”: em retorno após cirurgia, Vivi Jungblut garante medalha e vaga para o Brasil no Pan

Depois de meses de fisioterapia e acompanhamento no CT Time Brasil, nadadora conquista a prata e reconhece o papel decisivo dos profissionais que a ajudaram a voltar a acreditar

Por Comitê Olímpico do Brasil

13 de set, 2026 às 13:22 | 4 minutos de leitura

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Foto: Alexandre Loureiro/COB. IG: @alexandreloureiroimagens

Com uma medalha de prata e a classificação para os Jogos Pan-Americanos garantida, Viviane Jungblut cumpriu a missão na Argentina. O principal objetivo da equipe brasileira era assegurar as duas vagas disponíveis para o país, e a dobradinha com Ana Marcela Cunha coroou uma atuação que, segundo a atleta, representou um passo importante em seu processo de retorno competitivo às competições internacionais.

“Estou muito feliz. O principal objetivo aqui era pegar a vaga para o Pan, e a gente conseguiu as duas vagas para o Brasil. Voltar a uma competição internacional e voltar a medalhar significa muito para mim”, afirmou Vivi.

A nadadora destacou que os últimos meses exigiram paciência após passar por uma cirurgia, em um período que classificou como um dos mais desafiadores da carreira. “Às vezes a gente quer apressar as coisas, mas fui obrigada a respeitar o processo. Então sair daqui com essa medalha e com o objetivo cumprido me deixa muito feliz.”

Ao falar sobre a medalha e a classificação conquistadas, Vivi fez questão de agradecer o apoio recebido durante todo o processo de recuperação. A atleta destacou o suporte da família e da estrutura oferecida pelo Comitê Olímpico do Brasil, especialmente durante os cinco meses em que permaneceu no Rio de Janeiro realizando o pós-operatório no CT Time Brasil e no Parque Aquático Maria Lenk.

“Quando descobri a lesão e precisei operar, o COB me apoiou em todos os momentos. Ter essa segurança de que acreditam em você faz toda a diferença. Quero agradecer aos profissionais que estiveram ao meu lado nesse último ano. Foi o período mais desafiador da minha carreira, e ouvir deles que eu precisava respeitar o processo me ajudou a voltar a acreditar que daria certo”, disse.

A equipe médica que acompanhou o tratamento de Vivi esteve em Santa Fé para acompanhar a prova de perto e apoiar a atleta no que fosse necessário.


“Não foi uma prova nada fácil”

Além da disputa acirrada na água, as atletas enfrentaram baixas temperaturas ao longo da prova. Acostumada às condições climáticas do Sul do país, Vivi explicou que a preparação incluiu treinos específicos para lidar com o frio, tanto dentro quanto fora d’água. Ainda assim, ela ressaltou que a concentração na estratégia falou mais alto. “Não foi uma prova nada fácil. A gente já sabia que começaria a prova com frio e teria que sustentar isso o tempo todo. Mas durante a competição estamos tão focadas em cada braçada, em cada movimento, que não dá tempo de pensar no frio.”

A nadadora também revelou que o andamento da prova ocorreu dentro do cenário que ela imaginava. Com a argentina Candela Pérez liderando durante boa parte do percurso, Vivi optou por uma estratégia mais conservadora, especialmente por ainda estar recuperando a confiança após a cirurgia. “Eu já esperava esse desenho de prova. Foi minha primeira competição com o traje após a cirurgia e apenas minha segunda prova de 10 quilômetros nesse retorno. Então era importante manter a cabeça fria, saber o momento certo de atacar e de controlar a corrida. Eu e a Ana conseguimos executar bem a estratégia e acelerar perto do final.”

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