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Milão-Cortina

Giovanni Ongaro, do esqui alpino, realiza primeiro treino com o Time Brasil nos Jogos Olímpicos: “quero retribuir 110%”

Esquiador chegou a Bormio, cidade-sede das provas da modalidade em Milão-Cortina 2026, neste domingo, 08, e iniciou preparação na pista da Stelvio

Por Comitê Olímpico do Brasil

9 de fev, 2026 às 16:00 | 4 minutos de leitura

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Rafael Bello/COB

O esquiador alpino Giovanni Ongaro deu início à sua preparação no local das competições dos Jogos Olímpicos de Inverno ao realizar, nesta segunda-feira, 09, o primeiro treino em Bormio, cidade italiana que receberá as provas da modalidade. O atleta do Time Brasil havia chegado ao destino no domingo, 08, e já foi à pista tradicional pista Stelvio para o primeiro contato com o cenário olímpico.

Classificado após uma temporada marcada por desafios, Ongaro destacou o significado especial de representar o Brasil em Milão-Cortina 2026. Filho de mãe brasileira, o atleta vive um momento único na carreira. “É uma emoção incrível representar as origens da minha mãe em um evento dessa importância. É como fechar um círculo mágico”, afirmou.

A vaga olímpica coroou um período de muito esforço em competições no circuito europeu. “Não foi uma temporada simples. Tive dificuldades para encontrar o feeling certo com os esquis, mas nunca deixei de insistir. Competi na Itália e em outros países da Europa para me manter pronto e agora todo esse esforço faz sentido. O maior desafio da minha vida está diante de mim”, destacou.

A chegada ao Time Brasil também foi apontada como um fator determinante neste novo momento da carreira. “A entrada no Time Brasil foi uma virada de chave. Aqui em Bormio encontrei uma equipe fantástica, que me acompanha passo a passo. Sentir o apoio de uma estrutura tão profissional torna tudo mais simples”, completou.

Conhecedor da região, Giovanni já competiu anteriormente na pista da Stelvio, conhecida pela dificuldade técnica e pela exigência física. Ainda assim, ele reconhece que o contexto olímpico traz novos desafios. “A neve e o traçado de uma prova olímpica são diferentes das competições regionais. Saber onde estou ajuda, mas a prova será uma nova batalha. Mesmo assim, me sinto em casa.”

Com metas bem definidas, o esquiador projeta uma participação histórica para o Brasil no esqui alpino. “Meu primeiro objetivo é honrar esta camisa e aproveitar cada segundo desta oportunidade. O Brasil acreditou em mim e quero retribuir dando 110% entre os portões. Um objetivo concreto é alcançar o top 30 na primeira descida. Seria um resultado histórico”, disse.

Mais experiente e confiante após um intenso período de treinamentos, Giovanni Ongaro vê os Jogos como o início de uma trajetória mais longa com as cores verde e amarela. “Minha jornada com o Brasil está apenas começando. Quero levar esta bandeira o mais alto possível no esqui alpino e me firmar no circuito da Copa do Mundo”, concluiu.

Confira mais respostas de Giovanni Ongaro.

A temporada
“Olha, vou ser honesto: não foi uma temporada simples até agora. Tive dificuldades para encontrar o feeling certo com os esquis, mas nunca deixei de insistir. Competi na Itália e por toda a Europa para me manter pronto e agora todo esse esforço faz sentido. O maior desafio da minha vida está diante de mim: as Olimpíadas. Graças ao Brasil, o que era um caminho em subida se transformou na oportunidade que sempre sonhei.”

Vaga olímpica
“É uma emoção incrível. Representar as origens da minha mãe em um evento dessa magnitude me enche de orgulho; é como fechar um círculo mágico. Se eu estava confiante? No fundo do coração eu sempre tive esperança, mas, honestamente, parecia um sonho grande demais para ser real. Quando se tornou realidade, entendi que cada sacrifício feito na neve valeu a pena.”

Chegada ao Time Brasil
“A entrada no Time Brasil foi uma virada de chave. Aqui em Bormio encontrei uma equipe fantástica que me acompanha passo a passo. Sentir o apoio constante de uma estrutura tão profissional torna tudo muito mais simples.”

Objetivos nos Jogos
“O primeiro objetivo é honrar essa camisa e aproveitar cada segundo dessa oportunidade incrível. O Brasil acreditou em mim e eu quero retribuir dando 110% entre os portões. Falando de sonhos concretos? Meu alvo é chegar ao top 30 na primeira descida. Seria um resultado histórico.”

Evolução como atleta
“No ano passado eu era um estreante no meio de gigantes que antes eu só via pela TV. Aquela performance (no Mundial 2025 de Esqui Alpino, em Saalbach, Áustria, quando foi Top-50) me deu consciência do meu nível: percebi que eu também podia estar ali. A partir daquele dia, algo mudou na minha cabeça. Treinei muito durante todo o verão e não cedi um centímetro neste inverno. Hoje sou mais consciente das minhas capacidades.

A pista de Bormio
“Conheço muito bem essa região e a Stelvio é uma pista que impõe respeito. Já competi aqui antes, embora a neve e o traçado de um evento olímpico sejam outra história em relação às provas regionais. Saber onde estou ajuda, mas a prova será uma nova batalha. Se será uma vantagem decisiva? Conto no final, mas com certeza me sinto em casa.”

O futuro
“Minha jornada com as cores do Brasil está apenas começando. Quero continuar levando essa bandeira o mais alto possível no esqui alpino. O objetivo de longo prazo é claro: quero me firmar no circuito da Copa do Mundo e mostrar que, mesmo sob o sol do Brasil, bate um coração de grande esquiador.”

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