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Milão-Cortina

Opinião: Arrivederci, Milão-Cortina 2026! Obrigado por alguns dos melhores dias de nossas vidas

Neste domingo, 22 de fevereiro, os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 chegam ao fim e já ficam eternizados nos corações dos brasileiros que aprenderam a gostar dos esportes de neve e de gelo

Por Comitê Olímpico do Brasil

22 de fev, 2026 às 17:00 | 4 minutos de leitura

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*Por Gustavo Longo, especialista em Jogos Olímpicos de Inverno

Foram 17 dias intensos, emocionantes, com alguns desempenhos inesperados e (muitos) resultados inspiradores e históricos. Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 chegam ao fim neste domingo, 22 de fevereiro, com a Cerimônia de Encerramento, mas o seu real impacto no esporte brasileiro está apenas começando. Ainda é difícil mensurar o valor destes feitos para os esportes de neve e de gelo no Brasil – mas que vai trazer mudanças não há dúvida. O Brasil certamente sairá com outro status e tamanho do que quando chegou para a Cerimônia de Abertura. 

Sim, grande parte desta nova realidade é graças à medalha de ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante do esqui alpino. Somos o primeiro país majoritariamente tropical a ganhar um título Olímpico de inverno, o primeiro da América do Sul e apenas o terceiro de todo o Hemisfério Sul. Porém, felizmente este não foi o único grande momento do Brasil nesta edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. Nas cinco modalidades o país melhorou seus desempenhos em grande parte das provas disputadas.

Para além das conquistas, a edição de Milão-Cortina 2026 também foi histórica para o Brasil pelo espaço conquistado no coração dos torcedores.

Não é a primeira vez que uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno ‘fura a bolha’ entre os fãs no país – a edição de Vancouver 2010, por exemplo, também teve destaque e repercussão na época. A diferença é que, desta vez, as redes sociais potencializaram ainda mais a emoção e os próprios atletas brasileiros ganharam protagonismo nessas histórias, seja pelos resultados, seja pela trajetória inspiradora.

Nomes como Lucas Pinheiro Braathen, Nicole Silveira e Pat Burgener reconhecidamente estavam entre os melhores atletas de suas modalidades na disputa Olímpica. Outros como Edson Bindilatti, Bruna Moura, Augustinho Teixeira e Davidson de Souza se destacaram por suas próprias histórias e carreiras, os retornos após graves acidentes e as dificuldades de treinamento. Os torcedores em casa acompanhavam, comentavam, faziam memes e se informavam. Em suma, se engajaram com o evento e com nossos representantes.

E quando o brasileiro se engaja em alguma modalidade ou atleta, ele abraça para valer e se envolve – e isto é, em minha opinião, a maior conquista que os esportes de inverno do Brasil alcançaram em Milão-Cortina 2026.

A partir desta edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, nossos atletas de neve e de gelo terão uma base de apoio em suas competições. Eles não estarão mais sozinhos. Os torcedores querem acompanhar todo o ciclo e não apenas os grandes eventos, compreendendo que o ciclo Olímpico de inverno também leva quatro anos e não apenas poucas participações no circuito internacional. Haverá cobranças, evidentemente, mas também haverá muito apoio.

É por essas e outras que devemos dizer “Obrigado, Milão-Cortina 2026” pelos melhores 17 dias de nossas vidas nos esportes de inverno. “Arrivederci” (até logo) nos Alpes Franceses 2030!

Vamos relembrar alguns números do Brasil em Milão-Cortina 2026?

  • Recorde de delegação com 14 atletas titulares, superando os 13 de Sochi 2014

  • Primeira medalha do Brasil (e América do Sul) nos Jogos Olímpicos de Inverno com Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino

  • Cinco resultados top 20 em Milão-Cortina 2026 – mesmo número que o país conseguiu nas nove edições anteriores

  • Melhor resultado do Brasil nas modalidades de gelo com a 11ª posição de Nicole Silveira no skeleton

  • Estreia do Brasil no snowboard masculino com dois resultados top 20 – melhor posição de Pat Burgener em 14º

  • Melhor resultado do bobsled brasileiro com a 19ª posição no 4-man

  • Melhor resultado do Brasil no esqui cross-country com a 48ª posição de Manex Silva no sprint

  • Melhor desempenho do país em pontuação FIS no sprint feminino do esqui cross-country com Eduarda Ribera

  • Melhor resultado do Brasil no sprint por equipes do esqui cross-country com Eduarda Ribera e Bruna Moura

  • Primeiro top 30 do Brasil no slalom do esqui alpino masculino com Giovanni Ongaro

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